Cultura de Dados (Data-Driven)

A escrita cuneiforme é um dos sistemas de escrita mais antigos do mundo, sendo desenvolvido na Mesopotâmia por volta de 3200 a.C. Originalmente usado para registros contábeis e administrativos, esse método primitivo de comunicação evoluiu ao longo do tempo, tornando-se uma escrita complexa com milhares de caracteres que representavam palavras, sílabas e sons. Foi adotado por várias civilizações mesopotâmicas, incluindo sumérios, acádios, babilônios e assírios, e durou cerca de 3.000 anos. O termo “cuneiforme” vem da aparência das marcas feitas em tabuletas de argila, que se assemelham a cunhas ou pequenas formas triangulares. Essas marcas eram feitas com uma ferramenta pontiaguda em tabuletas de argila úmidas e, posteriormente, secavam ao sol ou eram cozidas para preservar o texto.
Além de registros econômicos, a escrita cuneiforme também foi usada para criar obras literárias, textos religiosos, leis e tratados. Isso representou um avanço significativo para a humanidade, permitindo o acesso a informações estruturadas para consultas e tomadas de decisão, indo além da intuição e dos acordos verbais.
Hoje, assim como na antiga Mesopotâmia, continuamos a produzir, armazenar e compartilhar dados. No entanto, o que nos diferencia substancialmente da era da escrita cuneiforme é a incrível capacidade de captura, armazenamento e disponibilização de dados, bem como a forma como as pessoas e organizações abordam e utilizam essas informações. É aqui que entra a Cultura de Dados, também conhecida como Data-Driven, uma abordagem estratégica que está revolucionando a forma como as pessoas e organizações operam e tomam decisões.

A Cultura de Dados não se resume apenas à tecnologia. Ela envolve fundamentalmente uma mudança de mentalidade, processos colaborativos e a adoção de uma abordagem orientada por informações. Trata-se de criar um ambiente onde a coleta, análise e interpretação de dados sejam incorporadas ao DNA de indivíduos ou organizações, resultando em decisões informadas, baseadas em evidências, e deixando de lado opiniões pessoais subjetivas ou intuições.

É importante destacar que a Cultura de Dados não se limita apenas à coleta e análise de informações, mas também à segurança e ética no manuseio dos dados. Garantir a privacidade e a proteção dos dados dos clientes e parceiros é uma parte essencial dessa abordagem. Portanto, as organizações que adotam uma Cultura de Dados não apenas buscam insights valiosos, mas também valorizam a confiança e a integridade no tratamento das informações.

Entre os principais benefícios da adoção de uma Cultura de Dados, destacam-se:

Tomada de Decisões Embasadas: A Cultura de Dados permite tomar decisões informadas e respaldadas por evidências sólidas, resultando em estratégias mais acertadas e alinhadas com seus objetivos.
Eficiência Operacional: Ao analisar os dados dos processos internos, é possível identificar gargalos, pontos de ineficiência e oportunidades de melhoria, otimizando assim as operações.
Aprimoramento da Experiência do Cliente: Através da análise de dados das interações com os clientes, é possível personalizar ofertas e melhorar a experiência geral, aumentando a satisfação e a fidelização.
Redução de Custos: A análise de dados ajuda a identificar áreas onde os recursos estão sendo subutilizados, resultando em redução de custos.
Inovação Constante: Uma Cultura de Dados promove uma mentalidade de aprendizado contínuo.

Em resumo, a Cultura de Dados não é apenas uma tendência atual; é um processo que evoluiu desde os primeiros registros de informações da humanidade e é um pilar importante para o futuro. À medida que as tecnologias avançam, as pessoas e empresas que adotam essa abordagem estarão bem posicionadas para enfrentar desafios e aproveitar novas oportunidades, como a inteligência artificial e a análise preditiva.

Marcus Vinícius Batista da Silva
Sócio Fundador da ITnext Soluções em Tecnologia.
Erika Silva
Analista de Marketing na ITnext Soluções em Tecnologia.

Gestão baseada em Dados

Considerado por muitos o pai do controle de qualidade moderno, William Edwards Deming (1900-1993) escreveu no ano de 1950 a seguinte frase:

“Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia” W. Deming (1950)

Sob essa perspectiva utilizando o modelo “Ciclo de Shewhart” ou como mundialmente conhecido por Ciclo PDCA, Deming, revolucionou o mercado japonês no período pós segunda guerra mundial, auxiliando altos executivos a melhorar projetos, ter qualidade nos produtos, testes e vendas. Trazendo métodos inovadores como análises estatísticas, variantes e testes de hipótese, ajudou a tornar a indústria japonesa em uma notória referência de qualidade e inovação até os dias atuais.

O que fica claro, é que as contribuições de Deming, foram possíveis graças a correta aplicação de modelos de planejamento e metódica análise de dados. Usar métricas e indicadores bem definidos e ter ferramentas de coleta, aferição e controle de informações é o que torna possível aos tomadores de decisão gerenciar, medir e definir onde recursos e esforços devem ser direcionados.

“Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia”

Com o passar do tempo e o advento das tecnologias modernas, houve mudanças que tornaram ainda mais desafiadoras as tarefas de geração, coleta e análise de dados. Uma vez que os mercados se tornaram globais e o volume de informações cresceu de forma exponencial num contexto globalizado, onde o mercado se ajusta para padrões de internacionalização de produtos, cultura, economia, política e sociedade num contexto geral.

No auxílio dessa difícil tarefa, executivos e decisores de maneira geral tem disponíveis várias opções de metodologias e ferramentas, para suprir a necessidade de maior controle no planejamento, execução, checagem, e tomada de decisão. Gerando cada vez mais volumes de dados relativos à produção, armazenagem, vendas, transporte, clientes, mercados, fornecedores, concorrentes etc. Correlacionar essa quantidade massiva de dados é primordial para gerir as corporações modernas em qualquer segmento.

Por consequência, é de extrema importância escolher as metodologias e ferramentas corretas para o planejamento, gestão, operacionalização, análise de dados e indicadores, como diferencial mercadológico e a correta leitura do que ocorre interna e externamente a corporação.

 

Marcus Vinícius Batista da Silva
Sócio Fundador da ITnext Soluções em Tecnologia.

A importância da Gestão do Conhecimento

A gestão do conhecimento envolve desde o planejamento estratégico da empresa, a captação e a geração de conhecimento destas, a forma de transferi-lo entre as pessoas envolvidas, ou seja, vários processos e operações do dia a dia organizacional. Essa forma de gestão estratégica pode ajudar na criação de vantagem sustentável e mais duradoura nos negócios que são extremamente mais competitivos, globalizados e tecnológicos atualmente.

Os gestores atuais precisam considerar o conhecimento como um importante recurso para as organizações, pois ele está presente em praticamente tudo nas empresas; desde as tecnologias utilizadas, equipamentos, procedimentos e as pessoas empregadas. O conhecimento  organizacional está presente tanto nos documentos formais escritos como também nas rotinas e processos práticos de uma empresa.

Dessa forma, as corporações devem dar atenção para a existência do conhecimento codificado e do não codificado nas suas operações. O conhecimento não codificado, o também chamado tácito, é aquele relacionado à experiência das pessoas que o detém, e só pode ser alcançado através da aprendizagem e experiência dos indivíduos. Esse conhecimento é altamente integrado nos processos de trabalho da organização e não podem ser facilmente transferidos para outras unidades/filiais a não ser pela transferência e disseminação.

A transferência e a disseminação do conhecimento em uma corporação quando ocorrem levam ao processo de aprendizagem organizacional. Essa propagação acontece através da formação de lideranças e gestores, treinamentos das equipes, rotação das pessoas nas diferentes áreas e principalmente com a comunicação estruturada internamente.

A gestão do conhecimento e a aprendizagem organizacional são importantes para uma empresa manter ou melhorar o seu desempenho. Lembrando que as organizações também aprendem pela experiência, mas acima de tudo por processos estruturados que envolvem a aquisição, compartilhamento e utilização de conhecimentos na empresa.

Assim as empresas bem geridas devem estruturar esse aprendizado gerando conhecimento que serão transferidos para os seus funcionários. Cada vez mais as corporações dependem de profissionais preparados e competentes no desempenho de suas atividades profissionais para melhor atenderem suas demandas crescentes.


Prof. Dr. Rogério Stival Morgado
Graduado, mestre e doutor pela USP;
Professor universitário de extensão, graduação e pós-graduação,
Desenvolve assessoria de gestão e treinamentos em diversas empresas.

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